segunda-feira, 21 de abril de 2008

MINHA HISTÓRIA

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Estava caminhando sozinha, no meu rumo de sempre,
Baseada nos meus princípios, sonhos e ideais
Até que nos encontramos naquela estrada comum.
Viramos aliados nessa aventura,
Partilhamos a nossa felicidade,
Juntamos nossos sonhos e ideais
Para fazer do eu sozinho
Eu, você e nós...
Três diferentes histórias.
E hoje, aqui sentada nesta cadeira de balanço,
Posso olhar pra traz e dizer com toda certeza
Que estava no caminho certo
Que sem você minha vida teria sido um grande erro
E que compartilhar sonhos e projetos contigo
Fez da minha vida uma aventura fantástica.













Bom estar de volta!
Até!

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

SABEREI

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Será que estou preparada?
Sei que não
A vida faz questão de me mostrar
E eu, de me enganar
Vim aqui para isso
Ser, viver, sentir
Amar, sofrer
E quando chegar a hora
O que irei fazer será
Mudar










Até.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

ACOMPANHANTE

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Observo
Cuidado
Conto o tempo que as gotas levam pra cair
Com atenção na respiração
Vigilante,
Atenta na vida que me gerou
Queria poder um dia
Retribuir o bem que me deu
Além do sopro da vida
Os ensinamentos e princípios
Que da minha maneira usufruo
Lamento somente
Por muitas vezes sentir
Que de tanto nos amar
Sacrificou suas alegrias
E hoje vive na ilusão
Do escuro e sombrio vazio
Que com esforço tento
Com a luz que me deste
Iluminar pra ti o que pra mim é claro
Que és uma fonte inesgotável
De doçura, felicidade e amor.










Até.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Medo de se apaixonar

Você tem medo de se apaixonar. Medo de sofrer o que não está acostumada. Medo de se conhecer e esquecer outra vez. Medo de sacrificar a amizade. Medo de perder a vontade de trabalhar, de aguardar que alguma coisa mude de repente, de alterar o trajeto para apressar encontros. Medo se o telefone toca, se o telefone não toca. Medo da curiosidade, de ouvir o nome dele em qualquer conversa. Medo de inventar desculpa para se ver livre do medo. Medo de se sentir observada em excesso, de descobrir que a nudez ainda é pouca perto de um olhar insistente. Não suportar ser olhada com esmero e devoção. Nem os anjos, nem Deus agüentam uma reza por mais de duas horas. Medo de ser engolida como se fosse líquido, de ser beijada como se fosse líquen, de ser tragada como se fosse leve. Você tem medo de se apaixonar por si mesma logo agora que tinha desistido de sua vida. Medo de enfrentar a infância, o seio que criou para aquecer as mãos quando criança, medo de ser a última a vir para a mesa, a última a voltar da rua, a última a chorar. Você tem medo de se apaixonar e não prever o que pode sumir, o que pode desaparecer. Medo de se roubar para dar a ele, de ser roubada e pedir de volta. Medo de que ele seja um canalha, medo de que seja um poeta, medo de que seja amoroso, medo de que seja um pilantra, incerta do que realmente quer, talvez todos em um único homem, todos um pouco por dia. Medo do imprevisível que foi planejado. Medo de que ele morda os lábios e prove o seu sangue. Você tem medo de oferecer o lado mais fraco do corpo. O corpo mais lado da fraqueza. Medo de que ele seja o homem certo na hora errada, a hora certa para o homem errado. Medo de se ultrapassar e se esperar por anos, até que você antes disso e você depois disso possam se coincidir novamente. Medo de largar o tédio, afinal você e o tédio enfim se entendiam. Medo de que ele inspire a violência da posse, a violência do egoísmo, que não queira repartir ele com mais ninguém, nem com seu passado. Medo de que não queira se repartir com mais ninguém, além dele. Medo de que ele seja melhor do que suas respostas, pior do que as suas dúvidas. Medo de que ele não seja vulgar para escorraçar mas deliciosamente rude para chamar, que ele se vire para não dormir, que ele se acorde ao escutar sua voz. Medo de ser sugada como se fosse pólen, soprada como se fosse brasa, recolhida como se fosse paz. Medo de ser destruída, aniquilada, devastada e não reclamar da beleza das ruínas. Medo de ser antecipada e ficar sem ter o que dizer. Medo de não ser interessante o suficiente para prender sua atenção. Medo da independência dele, de sua algazarra, de sua facilidade em fazer amigas. Medo de que ele não precise de você. Medo de ser uma brincadeira dele quando fala sério ou que banque o sério quando faz uma brincadeira. Medo do cheiro dos travesseiros. Medo do cheiro das roupas. Medo do cheiro nos cabelos. Medo de não respirar sem recuar. Medo de que o medo de entrar no medo seja maior do que o medo de sair do medo. Medo de não ser convincente na cama, persuasiva no silêncio, carente no fôlego. Medo de que a alegria seja apreensão, de que o contentamento seja ansiedade. Medo de não soltar as pernas das pernas dele. Medo de soltar as pernas das pernas dele. Medo de convidá-lo a entrar, medo de deixá-lo ir. Medo da vergonha que vem junto da sinceridade. Medo da perfeição que não interessa. Medo de machucar, ferir, agredir para não ser machucada, ferida, agredida. Medo de estragar a felicidade por não merecê-la. Medo de não mastigar a felicidade por respeito. Medo de passar pela felicidade sem reconhecê-la. Medo do cansaço de parecer inteligente quando não há o que opinar. Medo de interromper o que recém iniciou, de começar o que terminou. Medo de faltar as aulas e mentir como foram. Medo do aniversário sem ele por perto, dos bares e das baladas sem ele por perto, do convívio sem alguém para se mostrar. Medo de enlouquecer sozinha. Não há nada mais triste do que enlouquecer sozinha. Você tem medo de já estar apaixonada.

Fabricio Carpinejar







Fabrício Carpinejar é poeta, jornalista e mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Nasceu em Caxias do Sul (RS) aos 23 de outubro de 1972. É autor dos livros "As Solas do Sol", publicado em 1998 pela Bertrand Brasil, "Um Terno de Pássaros ao Sul", publicado pela Escrituras Editora, em 2000, reconhecido pela Enciclopédia Britannica como um dos destaques da literatura brasileira em 2001, e "Terceira Sede", pela Escrituras, em 2001.
Seu nome vem sendo saudado como uma das revelações da poesia brasileira por escritores como Antonio Skármeta, Ivo Barroso, Fernando Monteiro, Antonio Carlos Secchin, Carlos Heitor Cony, entre outros.

Para conhecer mais...
http://www.fabriciocarpinejar.blogger.com.br/
http://www.carpinejar.com.br/









Até.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

APENAS PALAVRAS

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Escrevo
Confissão de minha alma
Sinto-me patética
O que importa?
A quem importa?
Completamente nua
Explícito Eu
Mas sei que
Na poesia como na vida
Me verão como querem
E não como sou











Até.

terça-feira, 31 de julho de 2007

LEVE

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Algo daqui leva de bom
Leve sentimento
Sinta
Flui
Energia que alimenta o ser
Purifica
Mente leve
Para mim
Amor














Até!

segunda-feira, 30 de julho de 2007

NOSSA MELODIA

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As gotas da chuva que batem na janela
Tentam minha atenção
Mas sabem que é em vão,
Pois meus pensamentos estão muito além
Além de onde elas possam chegar
Ao contrário de ti
Que está lá, além
Dentro de mim
Tocando com cuidado
Tentando transformar em melodia
As notas que juntos escrevemos.






















Até.

terça-feira, 24 de julho de 2007

QUERER, PODER!

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Às vezes sinto medo do que quero
Quando percebo que aquilo que desejava
Acontece, aparece, é.
Quando pequena,
Queria que moça pudesse morar só
Compartilhar de momentos comigo
E também com boas pessoas
Cá estou.
Depois deste, desejei muitas coisas
Um bom emprego,
Pra podes pagar as contas, claro.
Puft!
Cobicei muitas vezes coisas
Que não teria coragem de contar a ninguém,
Mas confesso que consegui.
Coisas que pensava jamais ser capaz de conquistar
E pimba, lá estava.
E isso tudo sem pretensão,
Aqueles desejos que passam pela sua cabeça
E logo em seguida vem a consciência e diz
“Acorda minha filha” e você volta à realidade.
E já esta acontecendo novamente.
Mas juro,
Não tenho nada haver com a morte do ACM.








Até!

terça-feira, 10 de julho de 2007

"...Os dias que eu me vejo só, são dias que eu me encontro mais..."

Olá, a quem está aqui lendo isso...

Hoje vou postar uma música do Rodrigo Amarante, que li ontem no Sarau Benedito, primeiro Sarau Temático, Poetas da Música...

Pra quem não conhece, Rodrigo Amarante é integrante da Banda Los Hermanos, tanto ele quanto Marcelo Camelo, na minha opinião com relação aos novos compositores tem se revelado grandiosos, jovens com percepção da verdade dos sentimentos e relações e que conseguem transmitir isso de uma forma belissima atraves de suas letras, sem vergonha de demonstrar o que sentem e pensam. Lindo!

Pena que eles estejam dando "um tempo" para se dedicar em suas áreas especificas, nos prometendo voltar... esperamos que sim...

Bem, ai vai...


Condicional
Los Hermanos
Composição: Rodrigo Amarante


Quis nunca te perder
Tanto que demais
Via em tudo céu
Fiz de tudo cais
Dei-te pra ancorar
Doces deletérios

E quis ter os pés no chão
Tanto eu abri mão
Que hoje eu entendi
Sonho não se dá
É botão de flor
O sabor de fel
É de cortar

Eu sei é um doce te amar
O amargo é querer-te pra mim
Do que eu preciso é lembrar me ver
Antes de te ter e de ser teu, muito bem

Quis nunca te ganhar
Tanto que forjei
Asas nos teus pés
Ondas pra levar
Deixo desvendar
Todos os mistérios

Sei, tanto te soltei
Que você me quis
Em todo o lugar
Li em cada olhar
Quanta intenção
Eu vivia preso

Eu sei é um doce te amar
O amargo é querer-te pra mim
Do que eu preciso é lembrar, me ver
Antes de te ter e de ser teu
O que eu queria, o que eu fazia, o que mais?
E alguma coisa a gente tem que amar
Mas o que, não sei mais

Os dias que eu me vejo só são dias
Que eu me encontro mais e mesmo assim
Eu sei também existe alguém pra me libertar





É isso ai...
Tudibom pra vcs e...

Até!

terça-feira, 12 de junho de 2007

Dia dos Namorados


Deus inventou o amor...
O Homem inventou o Dia dos Namorados... (há!)

Cuidado! Você namorado, se não der um Feliz Dia dos Namorados a sua respectiva, um presentinho, um beijinho, você corre o serio risco de adquirir um problema. Você pode até ter passado um ano inteiro de dedicação, demonstração de carinho, amor e tudo mais, mas se hoje, você falhar, não será perdoado.
Essa foi a consciência implantada pelo comércio, haha, “tamo ferrado nego”.

Demonstre carinho pela pessoa que gosta, não só hoje, mas todo o dia que sentir vontade, não deixe pra falar depois, não tenha vergonha, declare-se! Quando o sentimento é sincero deve ser mesmo declarado, faz bem pra você e pra pessoa que recebe. E também, não deixe pra fazer isso no dia que o comércio declarou ser o dia das demonstrações de carinho entre namorados... hahaha...

Bem... “cadum cadum” né... o que seria do amarelo se não fosse o gosto... hehehe... (Eu gosto de amarelo!)


Feliz Mais um Dia, este também denominado Dia dos Namorados...





Até!